Vidroplano
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Prédio que desabou em SP tem ligação histórica com o setor vidreiro. Entenda!

Postado em 03/05/2018 às 12:34

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Uma tragédia marcou o feriado de 1º de maio na cidade de São Paulo: um prédio de 24 andares pegou fogo e desabou. O edifício atendia pelo nome de Wilton Paes de Almeida e estava localizado no Centro Velho da capital, junto ao Largo do Paissandu.

O que poucos sabem é que o prédio tem uma ligação histórica com o setor vidreiro nacional. Primeiro, por seu pioneirismo arquitetônico: foi um dos primeiros no Brasil a inovar e ter sua fachada envidraçada.

“O edifício, projetado pelo arquiteto Roger Zmekhol, em 1961, era um dos melhores exemplos da arquitetura moderna na cidade”, afirma o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR) em nota de pesar pelo acidente. A entidade lembra ainda que ele foi tombado, em 1992, pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo.

Zmekhol, nascido em Paris e filho de sírios, veio para o Brasil ainda pequeno e foi professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Segundo reportagem da BBC Brasil, a edificação teve bastante influência do minimalismo e dos modernos arranha-céus que surgiam nos Estados Unidos. Quando foi construído, recebeu o apelido de “pele de vidro” — termo até hoje usado para se referir a prédios revestidos com vidro.

Um artigo de 1965 da extinta revista de arquitetura Acrópole ressaltava outras características do prédio, como o primeiro da cidade a ter sistema de ar condicionado central e por ter um hall de mármore e aço inoxidável.

Aliás, basta conversar com quem circulava pelas ruas do centro de São Paulo, entre as décadas de 1960 e 1970, para ouvir relatos de que ele era o prédio mais bonito, moderno e chamativo da região. Fotos da época, que podem ser vistas neste post, revelam a diferença do Wilton Paes de Almeida com relação às construções ao seu redor.

No entanto, o pioneirismo arquitetônico, de ser um dos primeiros a ter maior aplicação do vidro, não é apenas uma das ligações da obra com o setor vidreiro. A outra está no fato de ele ter sido feito, segundo informações da Folha de S. Paulo, para ser sede da Cia. Comercial de Vidros do Brasil (CVB), empresa que era parte da Vidrobrás. Ou seja, não foi por acaso que o projeto foi concebido para ser uma verdadeira vitrine vertical do vidro.

O nome do edifício, aliás, é uma homenagem ao irmão de Sebastião Paes de Almeida, fundador da CVB. Só mais tarde o local se tornou sede da Polícia Federal em São Paulo, motivo que o tornou famoso.

Abaixo, na galeria de fotos, veja algumas imagens dos tempos áureos do Wilton Paes de Almeida:

Confira as fotos a seguir!

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