12º Simpovidro: inesquecível e lúdico, evento informou e integrou

A 12ª edição do Simpovidro, maior encontro do setor vidreiro no Brasil, foi realizada na semana passada, de 25 a 29 de novembro, no Hotel Vila Galé Marés, Praia de Guarajuba, Bahia. Mesmo com o cenário de instabilidade econômica no País, o evento teve um grande número de participantes: 814 pessoas. Prova inequívoca de que o segmento entendeu o recado de que, em momentos de dificuldade, é hora de se unir e aperfeiçoar.

“Tínhamos dois objetivos: fazer com que toda a cadeia se socializasse e que, pela organização e conteúdo, esta edição se tornasse a mais inesquecível de todos os tempos”, pontuou na solenidade de encerramento, Alexandre Pestana, presidente da Abravidro. “Creio que conseguimos.” Essa percepção foi reforçada por representantes das indústrias de base (patrocinadoras) e também em conversas de nossa reportagem com apoiadores e participantes: para muitos, o Simpovidro é hoje um dos eventos vidreiros mais importantes do mundo.

O circo como inspiração
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Como divulgado largamente antes do evento, o tema deste Simpovidro foi o circo: tradição milenar que soube se reinventar ao longo dos tempos a fim de alcançar os mais diversos públicos. E os que estiveram no simpósio notaram que as artes circenses estiveram no evento durante o tempo todo.

A Plenária Simpovidro, inspirada em uma tenda, proporcionou um espaço lúdico para as apresentações de palestrantes renomados e representantes das fabricantes vidreiras no Brasil. O circo não ficou só na decoração: logo na cerimônia de abertura, houve um número de dança e malabarismo executado pela trupe Felchak, de Guarapuava (PR), seguido pela interpretação do Hino Nacional Brasileiro pela cantora Raíssa Fayet, suspensa a 7 m de altura por cabos.

Durante o dia, desde o café da manhã, passando por palestras, coffee-break e momentos de lazer, a trupe interagia com todos, por meio de intervenções artísticas. No jantar de encerramento, não poderia ser diferente: uma apresentação de cerca de quinze minutos marcou o final do evento.

Falemos sobre o vidro
Muito mais do que mero aspecto formal do simpósio, a cerimônia de abertura, historicamente, é o momento no qual a indústria de base (AGC, Cebrace, Guardian, Saint-Gobain Glass, UBV e Vivix) revela visões de mercado e planos para o futuro — veja aqui o que os executivos disseram.

_MG_3460Não só isso: Pestana, presidente da Abravidro, compartilha a visão da associação sobre o que acontece no setor. A atual situação econômica — e, consequentemente, do mercado — não foi deixada de lado. De acordo com o dirigente, baseado na arte circense, o empresário vidreiro precisará equilibrar-se nas contas, fazer malabarismos com o orçamento disponível e mágica nas vendas.

Logo em seguida, passou o que pode ser considerado a sua principal mensagem, destinada a toda a cadeia. “As dificuldades são de todos e dar continuidade a essa guerra insana, com políticas de preço camicases, inviabiliza a perenidade das nossas empresas. Negociações fazem parte, mas não se deve ultrapassar o limite mínimo do custo”, alertou.

Conteúdo relevante contra a crise
Um dos momentos mais esperados dessa edição eram as palestras. A Abravidro não poupou esforços para levar ao congresso o melhor time possível de conferencistas, de maneira a oferecer conteúdo que pudesse fazer a diferença em seus negócios.

palestrantes1diaQuinta-feira, dia 26, primeiro dia de palestras do 12º Simpovidro, trouxe uma verdadeira aula magna do professor e jornalista Clóvis de Barros Filho sobre moral, ética e convivência social. Ele explicou que a ética nada mais é que a inteligência compartilhada em prol do bem-estar de todos e afirmou que quem coloca suas vontades acima dessa convivência, cometendo qualquer tipo de corrupção, obtém uma vantagem sempre menor do que os prejuízos que gera para toda a sociedade.

Outra apresentação do dia, do economista Paulo Rabello de Castro, abordou os diversos motivos que levaram o País a enfrentar a atual crise. Dentre eles, foram listadas questões externas, como o menor crescimento da China; de mercado, como a queda do valor das commodities; além de má gestão pública da economia.

Houve ainda espaço para números de mágica feitos pelo ilusionista Bianko, convidado pela Vivix, e para a história de superação do atleta Paulo Eduardo Chieffi Aagaard, o Pauê, convidado pela Saint-Gobain Glass.

palestrantes2diaNa sexta-feira, as novas formas de comunicação foram discutidas pelo publicitário Dado Schneider. Os primeiros vinte minutos da apresentação foram “mudos”: com música alta e apenas mensagens apresentadas por eslaides, ele prendeu a atenção de todos — em meio ao conteúdo, não faltou bom humor. O objetivo foi mostrar que, em tempos de smartphones e redes sociais, um bom comunicador deve sempre se digitalizar, reciclar e rejuvenescer.

Por sua vez, Paulo Storani, ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais do Rio de Janeiro (Bope) e antropólogo, apresentou conceitos de liderança e gestão. Segundo o militar, um líder deve encarar suas responsabilidades, sendo protagonista na resolução de problemas.

Também na sexta-feira, o gerente de Vendas e Marketing da AGC, Denis Ramboux, apontou a necessidade de que as empresas disponham de um mixe de produtos diferenciados, enquanto Solange Cruz Bichara, presidente da escola de samba Mocidade Alegre, foi convidada pela Cebrace para falar sobre a importância de uma boa gestão.

palestrantes3diaO último dia de palestras, sábado, abordou o tema das empresas familiares: Eduardo Najjar, consultor especialista em sucessão nessa área, deu conselhos aos participantes do 12º Simpovidro. Entre eles, citou que as emoções nunca devem se sobrepor à gestão racional e que se deve evitar a contratação de pessoas que, no caso de uma demissão, podem levar os problemas para o âmbito familiar.

Quem também marcou presença nesse dia foi o maestro João Carlos Martins, um dos mais renomados músicos do século 20 . Além de apresentar sua história de talento, superação e humildade, Martins sentou-se ao piano e encantou a plateia com a execução de cinco peças, algumas com acompanhamento de violino. Foi, sem dúvida alguma, um dos momentos mais marcantes desta edição.

Vitor Hugo Farias, responsável pela área comercial nacional e internacional da União Brasileira de Vidros (UBV), alertou os participantes sobre a importância de estar atentos às mudanças do mercado. Por sua vez, o economista Samy Dana — convidado pela Guardian — explicou as causas do momento ruim para a economia nacional, apontando soluções para voltarmos ao crescimento.

Nos embalos da Fafá
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Durante a noite, após a apresentação da trupe Felchak e do jantar de despedida, o encerramento do 12º Simpovidro se deu com um show da cantora Fafá de Belém. Ela apresentou sucessos de sua carreira e clássicos da música sertaneja.

Bem que, na abertura do evento, o presidente Alexandre Pestana avisou: “Daqui a alguns anos, você vai lembrar porque, em uma atmosfera circense, você se surpreendeu bastante, se inspirou, refletiu sobre pontos importantes em seus negócios e, ainda por cima, se divertiu muito!”. Resta-nos agora aguardar as surpresas reservadas para o 13º Simpovidro, em 2017.

Patrocínio e apoio
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O 12º Simpovidro contou com o patrocínio de todas as empresas fabricantes de vidro com plantas instaladas no Brasil: AGC, Cebrace, Guardian, Saint-Gobain Glass, União Brasileira de Vidros (UBV) e Vivix. Teve ainda o apoio de dezenove companhias: Abrasipa, Arbax, Bottero, Diamanfer, Eastman, GlassControl, GlassParts, Glasspeças, Glass South America, Glass Vetro, Glaston, Gusmão Representações, Keraglass, Lisec, ScreenLine, Sglass, Stanley, SystemGlass e Tecbril. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) deu apoio institucional.

 



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