Vidroplano
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Sede do Masp: 50 anos de vidro e concreto

Postado em 06/11/2018 às 12:09

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O prédio do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), obra emblemática para os paulistanos e também muito conhecida por quem é de fora — por ser cartão-postal da capital paulista —, está completando cinquenta anos esta semana. Inaugurado no dia 7 de novembro de 1968 e localizado no coração da icônica Avenida Paulista, ele é hoje um dos maiores símbolos da chamada arquitetura moderna.

O projeto, da arquiteta ítalo-brasileira Lina Bo Bardi, é bastante significativo para o nosso segmento porque tem uma ampla fachada de vidro envolvendo seus quatro lados — feita em uma época em que isso ainda não era tão comum.

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O vidro não está presente apenas no envoltório do edifício. Lá dentro, parte das mais de 10 mil obras que fazem parte do acervo do museu é exposta em cavaletes únicos de vidro, também projetados por Lina e que passam a impressão de que as obras estão flutuando. Esses cavaletes foram revitalizados no fim de 2015, recebendo vidros Planibel Clear fabricados pela AGC e processados pela Cyberglass.

A construção
O museu já existia antes de 1968. Foi fundado em 1947 e funcionava na sede dos Diários Associados, no Centro de São Paulo. Na década de 1950, passou pela Fundação Armando Álvares Penteado (Faap). Mas, com um acervo cada vez maior, ele pedia uma sede mais ampla. Foi assim que Assis Chateaubriand, fundador do museu e empresário da comunicação, e Pietro Bardi, colecionador de artes e marido de Lina, resolveram criar o novo prédio.

O terreno escolhido era ocupado por um belvedere projetado por Ramos de Azevedo e demolido em 1951. A construção teve diversos percalços e durou cerca de dez anos.

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No fim, o projeto de traços retos resultou em um formato inusitado e único: quatro vigas de concreto sustentam uma caixa de vidro temperado com base e cobertura também de concreto. Abaixo, há um vão livre, que hoje é um espaço bastante democrático da cidade, sendo usado para shows, feiras e manifestações políticas.

Inauguração
Assis Chateaubriand não pôde ver o prédio pronto. Faleceu meses antes, em abril de 1968. De toda forma, a festa de inauguração do que hoje abriga o principal acervo de obras europeias no Hemisfério Sul teve a presença da família real britânica, por meio da Rainha Elizabeth II, que fez o discurso de abertura, e do Príncipe Philip. A primeira exposição do espaço, A mão do povo brasileiro, foi dedicada à cultura popular do País e coordenada por Lina Bo Bardi.

Os vidros da fachada do museu foram produzidos pela Providro, de Caçapava (SP), e instalados pela M. Simões. As placas eram as maiores produzidas no Brasil até então, com 1,2 m de largura, 6 m de altura, 12 mm de espessura e 180 kg.

Confira as fotos a seguir!

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