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Balanço do semestre

Por Redação Abravidro
Editorialreportagens
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Fechados os seis primeiros meses do ano, vale um resumo do atual momento que nosso setor atravessa. Na edição de 2026 do Panorama Abravidro, publicado no mês passado, observamos que 2025 registrou o menor nível da série histórica do preço médio do vidro temperado e o segundo menor do laminado – o que, somado ao que ouvimos no dia a dia, reforça a percepção de uma forte pressão sobre as margens das empresas. Enquanto convivemos com elevados índices de ociosidade em nossas fábricas, seguimos abrindo cada vez mais espaço para o vidro importado processado. É esse contraste que quero propor como reflexão em nossa conversa deste mês.

O comparativo impressiona: 2026 registra um volume de importações 80% maior que o do mesmo período de 2025. Foram mais de 217 mil toneladas de vidro acumuladas entre janeiro e junho. O float incolor responde por mais da metade desse total, apesar da medida que elevou o Imposto de Importação desse produto para 25% em dezembro de 2024, sendo renovada em dezembro de 2025.

Mas os números do laminado, que também teve aumento no Imposto de Importação, e do temperado merecem destaque à parte: ambos vêm crescendo, ano a ano, nas quantidades trazidas do exterior e, neste primeiro semestre, já superaram o mesmo período de 2025.

Num mercado com significativo índice de ociosidade, como o nosso, chama a atenção que estejamos deixando nossas empresas ainda mais ociosas e colocando em risco nosso principal mercado. Recentemente, as tensões globais e a consequente alta nos preços do petróleo fizeram disparar os valores do frete marítimo, o que reduziu os volumes importados nos últimos meses; ainda assim, o temperado segue acima das cinco mil toneladas pelo terceiro mês consecutivo.

Veremos como o mercado se comporta nos próximos meses: estamos no primeiro mês após o anúncio de reajuste pelas usinas – o primeiro após doze meses de forte pressão dos custos de energia, frete e mão de obra. Temos notícias do fechamento do centro de distribuição da Cebrace na Bahia e de planos da Vivix para abrir um em Minas Gerais. Soma-se a isso a manutenção anunciada pela Guardian, em seu forno de Tatuí, prevista para ocorrer entre agosto e outubro. A decisão foi tomada quando a importação do float incolor estava em alta. A empresa afirma estar preparada para a pausa, o que é fundamental para não passarmos novamente pela experiência de 2017, quando houve desajuste no fornecimento do vidro plano nacional.

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Com todas essas variáveis na mesa, cabe a cada um de nós ajustar o planejamento e o posicionamento de mercado, buscando rentabilidade e resultados consistentes, em vez de focar em volume a qualquer custo.

Para debatermos tudo isso de perto, o Simpovidro, nosso simpósio vidreiro, no início de novembro, será a ocasião ideal. Estamos construindo um evento impactante para discutirmos juntos como o setor pode enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades deste momento. Até lá!

Este texto foi publicado originalmente na edição nº 643, de julho de 2026, na revista O Vidroplano

Foto: Marcos Santos

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