A indústria brasileira entrou em 2026 com disposição para investir, embora sob cautela. Segundo a pesquisa Investimentos na Indústria 2025-2026, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta terça-feira (18), 56% dos empresários do setor planejam realizar aportes este ano. Desse total, 62% darão continuidade a projetos iniciados anteriormente, enquanto 31% focarão em novas frentes.
Barreiras e investimentos
Apesar do otimismo moderado, os juros elevados continuam sendo o principal entrave. Quase um quarto das empresas (23%) não pretende investir em 2026, reflexo de um cenário herdado de 2025, no qual incertezas econômicas (63%) e queda de receitas (51%) frustraram os planos. Para driblar o alto custo do crédito, 62% das indústrias que planejam investir utilizarão capital próprio como principal fonte de financiamento.
O mercado interno continua sendo o grande alvo do setor, com 67% das empresas focando exclusivamente ou majoritariamente no consumidor brasileiro. Entre os objetivos centrais dos investimentos programados para 2026 estão a melhoria do processo produtivo (48%) e a ampliação da capacidade de produção (34%).
Balanço de 2025
O levantamento também traçou um retrato do ano que passou. Em 2025, embora 72% das empresas da indústria de transformação tenham realizado algum tipo de investimento, apenas 36% conseguiram seguir o planejamento inicial à risca.
O grande freio para a concretização dos planos foram as incertezas econômicas e a queda nas receitas. Entre as companhias que conseguiram investir conforme o planejado, os principais destinos dos aportes foram o desenvolvimento de capital humano (quase 80%), inovação tecnológica (76%) e a aquisição de máquinas e equipamentos (73%).








