A japonesa NSG Group, controladora da Pilkington, dona da marca Blindex e sócia da Saint-Gobain no Brasil na joint venture que forma a Cebrace, anunciou que firmou um acordo para ser adquirida pela gestora de fundos norte-americana Apollo Global Management. O valor total da operação é de cerca de US$ 3,7 bilhões, considerando investimento e reorganização de dívidas.
As operações dependem de aprovação dos acionistas e de órgãos reguladores, com conclusão prevista para o segundo semestre do ano fiscal de 2027. Segundo reportagem do Valor Econômico, a gestora de ativos americana espera que a empresa japonesa capture a crescente demanda por vidro arquitetônico, automotivos e produtos solares, graças à sua capacidade de produção e fortes relacionamentos com clientes. A Apollo já investiu, no passado, na francesa Verallia – hoje, a companhia de vidros ocos pertence ao fundo da família Moreira Salles.
O acordo entre Apollo e NSG inclui 165 bilhões de ienes por meio de emissão de novas ações, além de uma operação de conversão de dívida em capital de cerca de 140 bilhões de ienes. A iniciativa também prevê o fechamento de capital da companhia, que deixará a bolsa japonesa após consolidação das ações.
A dívida total do grupo NSG ultrapassou 570 bilhões de ienes e o ônus dos pagamentos de juros, associados à alta alavancagem, está se tornando cada vez mais oneroso. Assim, segundo a empresa, as medidas têm como objetivo reduzir o custo da dívida, garantir liquidez e apoiar reformas estruturais e investimentos em tecnologia, reforçando a competitividade global do grupo no longo prazo. “Essa parceria com a Apollo e nossos principais credores nos permite reforçar nossa posição financeira, investir em pessoas e tecnologia e liderar a próxima era da fabricação de vidro”, afirmou Munehiro Hosonuma, presidente e CEO do grupo.
Impacto no mercado nacional
“Business as usual”, ou seja, o negócio segue normalmente. Foi assim que Lucas Malfetano, head de vidros arquitetônicos do Grupo NSG na América do Sul e diretor-executivo da Cebrace, definiu o impacto do acordo nas operações brasileiras. “Os valores do grupo permanecem, assim como os objetivos e estratégias de negócio”, disse.







