A Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro), maior entidade vidreira do Brasil, tomou conhecimento, por meio de seus associados, de um novo reajuste nos custos da principal matéria-prima do setor, o segundo em um intervalo de 90 dias.
O momento é desfavorável. De acordo com o Termômetro Abravidro, tivemos queda de 14,5% nas vendas em agosto na comparação com julho. O mercado imobiliário permanece em desaceleração, o volume de importações acumulado até agosto já se aproxima de 88% de todo o volume registrado em 2025, devido, entre outros, à ampla oferta de subsídios a empresas vidreiras em países asiáticos. A esse cenário se somam um ambiente de maior incerteza, associado às indefinições do calendário eleitoral e a manutenção dos elevados fretes internacionais.
Diante da falta de transparência no diálogo entre as partes e de um cenário econômico já profundamente penalizado, a Abravidro repudia o momento escolhido para a aplicação deste novo reajuste, considerando-o totalmente inoportuno e prejudicial à cadeia vidreira.
A entidade reforça sua disposição para o diálogo com todos os elos da cadeia produtiva do vidro, na busca por soluções que fortaleçam a competitividade do setor diante de desafios já existentes.
Um ambiente de negócios saudável depende da atuação responsável, firme e atenta ao mercado, sempre dentro dos limites da livre concorrência, de todos os agentes envolvidos.
Victor Villas Casaca, presidente da Abravidro











