A indústria abriu 16.613 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), divulgados nesta semana. O levantamento leva em conta a diferença entre contratações e demissões registradas no mês.
O saldo considera a indústria de transformação (setor do qual faz parte a fabricação de vidros planos), além de extração e outros tipos de atividade industrial. Entre os setores analisados pelo Caged, a indústria ficou atrás do segmento de serviços, o qual abriu 110.346 vagas, e da construção civil, com 20.848. Comércio e agropecuária registraram, respectivamente, 16.565 e 1.452 postos.
No total, o Brasil criou 165.827 empregos formais em agosto, alta de 183,1% em relação a julho, quando foram abertas 58.568 vagas. Na comparação com agosto de 2025, quando foram criados 154.683 postos, o crescimento foi de 7,2%. Já de janeiro a agosto, foram anotados 1.134.033 empregos formais, queda de 25,2% em relação ao mesmo período de 2025, quando o saldo chegou a 1.516.881 vagas.
Todas as regiões brasileiras registraram saldo positivo em agosto. O Sudeste liderou, com 73.167 postos, seguido pelo Nordeste (59.356), Norte (13.603), Sul (10.850) e Centro-Oeste (8.699). Entre os Estados, São Paulo teve o maior saldo, com 42.533 vagas, seguido por Rio de Janeiro (20.886) e Pernambuco (13.428). Três Estados registraram saldo negativo: Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287).
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.410,74 em agosto, queda de 0,03% em relação a julho e alta de 1,02% na comparação com agosto de 2025.
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