A Saint-Gobain, que atua no mercado vidreiro brasileiro por meio da Cebrace – joint venture com a NSG Pilkington –, registrou crescimento de 2,5% nas vendas no terceiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, considerando ajustes cambiais e mudanças na estrutura dos negócios. A receita global do grupo chegou a 11,62 bilhões de euros entre julho e setembro. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, as vendas cresceram 1,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Brasil: cautela e avanço em projetos
Nas Américas, as vendas cresceram 0,6% no terceiro trimestre. Enquanto a América do Norte registrou alta de 2%, a América Latina teve queda de 3%, reflexo das oscilações econômicas da região.
No Brasil, a Saint-Gobain destacou o trabalho de suas equipes no atendimento a grandes clientes do mercado não residencial, como os segmentos comercial e de infraestrutura. A empresa também informou que segue reorganizando suas operações, incluindo a venda de negócios de distribuição no Brasil, na Bélgica e nos países nórdicos.
Ásia e Europa impulsionam resultados
Entre as regiões em que a Saint-Gobain atua, a Ásia-Pacífico apresentou o maior crescimento no terceiro trimestre, com alta de 8% nas vendas em bases comparáveis. Na Índia, o avanço foi de dois dígitos, impulsionado por projetos de infraestrutura e empreendimentos comerciais.
Na Europa, as vendas cresceram 2,5% no período. O resultado foi favorecido pelo desempenho dos países nórdicos, da Suíça e de mercados do Leste Europeu, como Polônia e República Tcheca. Esses avanços compensaram, em parte, a retração do setor da construção no Reino Unido.
No sul da Europa, Oriente Médio e África, o faturamento aumentou 1,6%, com destaque para o crescimento das atividades no Oriente Médio, impulsionado por obras de infraestrutura.
Empresa mantém metas para 2026
A Saint-Gobain manteve suas projeções financeiras para 2026. A companhia espera que as vendas em bases comparáveis cresçam no segundo semestre e confirmou a meta de alcançar uma margem de Ebitda superior a 15% no fechamento do ano.
Foto: Divulgação Saint-Gobain











