CNI defende método e negociação coletiva no debate sobre escala 6×1

Em artigo no jornal ‘O Estado de S. Paulo’, Ricardo Alban, presidente da Confederação Nacional da Indústria, propõe ainda que o tema deve se afastar do calendário eleitoral e priorizar diálogo social, negociação coletiva e salvaguardas ao emprego
Por Redação Abravidro
Mercadoreportagens
Seu navegador não suporta a funcionalidade de áudio. Use um navegador mais recente para ouvir esta notícia.
CNI defende método e negociação coletiva no debate sobre escala 6×1

Em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo no dia 19 de fevereiro, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, alertou que a discussão sobre mudanças na jornada e na escala de trabalho no Brasil exige método, premissas claras e uma rigorosa avaliação de impactos. Para a entidade, o caminho viável para o debate deve priorizar a negociação coletiva e a flexibilidade setorial, rejeitando alterações no modelo de trabalho que sejam impostas por lei de forma generalizada.

Alban destaca que, embora o debate seja necessário devido à sua influência na vida dos trabalhadores, na organização das empresas e na competitividade do País, propostas amplas e uniformes devem ser examinadas com extrema cautela, respeitando as peculiaridades de cada setor e cadeia produtiva.

Para organizar essa discussão de forma responsável, o presidente da CNI propõe cinco compromissos públicos práticos:

1. Afastar o debate técnico do calendário eleitoral

2. Adotar uma governança de diálogo social

3. Preservar a flexibilidade e a negociação coletiva

4. Criar salvaguardas para o emprego formal e a competitividade

Continue a leitura após a publicidade

5. Vincular o avanço a uma agenda de produtividade

Segundo o presidente, o Brasil não precisa de um debate em que cada lado apenas reafirme suas convicções, mas de uma discussão que as transforme em propostas testáveis, com números, prazos, responsabilidades e mecanismos de correção. “Em outras palavras, o País não pode trocar uma promessa imediata por um custo duradouro, especialmente para quem depende do emprego formal, do consumo e de serviços públicos funcionando com qualidade”, afirmou. Leia o artigo completo aqui.

Mão de obra em pauta

Os desafios ligados à produtividade, atração e retenção de profissionais são uma preocupação constante do setor vidreiro e têm sido abordados de forma recorrente na nossa revista O Vidroplano. Um exemplo prático é a matéria publicada em janeiro sobre o tema, que tratou da falta de mão de obra na indústria nacional e gerou bastante repercussão em nossas redes sociais.

Dando sequência a essa cobertura, na edição de fevereiro abordaremos as novas diretrizes da NR-1, norma regulamentadora que estabelece as diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho. Em breve, também abordaremos o debate sobre a escala 6×1 será abordado em breve na revista, trazendo a visão do segmento vidreiro e os possíveis reflexos das propostas em tramitação para o dia a dia das indústrias do setor.

Publicidade