A Abravidro participou, nesta sexta-feira (7), da programação da 3ª Conferência Estadual de Arquitetos e Urbanistas de São Paulo, promovida pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP). Realizado no Instituto Brasileiro de Teatro, na capital paulista, o encontro reúne arquitetos, urbanistas, estudantes, representantes de entidades, poder público e sociedade para debater os desafios da profissão e os caminhos para cidades mais inclusivas, sustentáveis e resilientes. A programação continua neste sábado (8).
Resultado de um processo participativo que percorreu dez cidades paulistas, a conferência consolida propostas voltadas à valorização da arquitetura e do urbanismo, ao fortalecimento da atuação profissional e ao desenvolvimento das cidades. Entre os destaques da programação do primeiro dia esteve o painel Especificação consciente: fachadas em vidro e esquadrias de alumínio, com a participação de Vera Andrade, coordenadora técnica da Abravidro, e de Luis Claudio Viesti, consultor técnico da Associação Nacional de Fabricantes de Esquadrias de Alumínio (Afeal).
Durante a apresentação, os palestrantes abordaram a importância da especificação técnica de fachadas, destacando aspectos como desempenho térmico e acústico, eficiência energética, conforto ambiental, durabilidade e sustentabilidade. Também foram mostradas boas práticas para o desenvolvimento de projetos mais eficientes e responsáveis.
Vera Andrade destacou que a escolha do vidro deve considerar as características e necessidades de cada aplicação. Segundo ela, os diferentes tipos de vidro apresentam comportamentos distintos e sua especificação precisa considerar, entre outros fatores, segurança, desempenho e conforto. A coordenadora técnica explicou ainda que a ABNT NBR 7199 – Aplicações de vidros na construção civil – Requisitos estabelece as recomendações para a utilização do material em diferentes situações e traz critérios para a definição das soluções adequadas, incluindo aspectos relacionados à espessura e à resistência. “Vidro não é tudo igual. Cada um tem uma função e é preciso escolher o tipo adequado para cada aplicação”, comentou.

Ao abordar a segurança, Vera explicou que esse tema está diretamente relacionado ao comportamento do vidro em caso de quebra, apresentando as características de soluções como laminado, laminado de temperado, temperado, float e texturizado. A especialista também ressaltou que o material não deve ser analisado isoladamente: sua especificação precisa estar integrada aos demais componentes da fachada e às necessidades estéticas e de desempenho do projeto.
Outro ponto enfatizado pela coordenadora técnica da Abravidro foi o papel das normas técnicas na prevenção de acidentes e na proteção dos usuários e dos profissionais envolvidos no projeto. Trabalhar em conformidade com as normas significa não apenas ampliar a segurança, mas também reduzir riscos e contribuir para a proteção da responsabilidade profissional do arquiteto: “A especificação correta traz conforto térmico e acústico, eficiência energética e sustentabilidade. É importante que o arquiteto enxergue o vidro e compreenda tudo o que ele pode oferecer ao projeto”.
Luis Claudio Viesti destacou que é preciso conciliar conforto, segurança, desempenho acústico e aspectos visuais para definir a tipologia das esquadrias e o sistema mais adequado. “Para ter o melhor desempenho da esquadria de alumínio, o vidro é essencial, mas é preciso entender qual tipo desse material utilizar para garantir segurança, acústica e conforto”, explicou o consultor.
Além do painel sobre fachadas em vidro e esquadrias de alumínio, a programação desta sexta contou com a palestra magna Cidades inclusivas, sustentáveis e resilientes: desafios globais e possíveis caminhos, além de debates sobre processos de certificação de projetos arquitetônicos sustentáveis e conforto acústico na arquitetura contemporânea, entre outros.

A participação da Abravidro na conferência reforça o acordo de cooperação técnica assinado com o CAU/SP no ano passado, criado com o objetivo de contribuir para a qualificação dos profissionais da construção e incentivar o uso correto dos vidros planos em projetos de arquitetura, sempre com foco em segurança, desempenho, eficiência e sustentabilidade.
Fotos: Juliana Klein











