Faltam poucos dias para o 17º Simpovidro, de 5 a 8 de novembro, no Costão do Santinho, em Florianópolis. Mais do que o principal encontro do setor vidreiro brasileiro, o nosso simpósio é o momento de olharmos juntos para o futuro dos nossos negócios.
Foi com esse propósito que montamos a programação, e é também para isto que serve a convivência única que só o Simpovidro proporciona: trocar experiências, fortalecer relações e enxergar novas oportunidades. Mas, vale lembrar: o Simpovidro entrega a cada participante exatamente o quanto a pessoa se entrega ao encontro.
Os temas não poderiam ser mais atuais. A recente decisão do governo federal de elevar de 25% para 35% o Imposto de importação do vidro float reconhece um problema: a entrada de volumes crescentes, a preços cada vez menores, resultado da sobrecapacidade global e do redirecionamento de exportações para o Brasil. Uma proteção tarifária maior vem acompanhada de uma responsabilidade equivalente. O setor espera que as usinas nacionais correspondam a esse movimento assegurando pleno abastecimento, qualidade e preços justos, sem especulação. Medida semelhante foi pleiteada para o laminado, mas ainda não foi analisada.
Outro desafio é o fim da escala 6×1. Defendemos melhores condições para quem trabalha, mas reduzir a jornada por lei, sem ganhos de produtividade e mudanças estruturais públicas, eleva custos, agrava a falta de mão de obra qualificada e desfavorece a competitividade do País.
Em nosso setor, a produtividade está estagnada há mais de uma década, como mostram os dados do Panorama Abravidro. Isso não é culpa de quem trabalha, mas do peso insuportável do Custo Brasil. Uma mudança desse porte deveria, no mínimo, vir acompanhada de reformas estruturais profundas e um Estado eficiente que estivesse verdadeiramente a favor de quem produz e trabalha.
As urnas confirmaram a reeleição do presidente Lula. Para o mandato que começa em 2027, o Brasil precisa priorizar o rigor fiscal e a queda dos juros, acompanhados de uma política industrial que estimule, de fato, o investimento e a competitividade. Precisamos de uma gestão com visão de longo prazo, não até a próxima eleição. A Abravidro seguirá firme no diálogo institucional, cobrando responsabilidade e garantindo que a voz da nossa indústria seja sempre ouvida.
Nos vemos em Florianópolis!









