Fachadas da expansão do New Museum em Nova York apostam no vidro laminado

Galeria ganha novo prédio com fachada "recortada" para oferecer tridimensionalidade à obra
Por Redação Abravidro
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Fachadas da expansão do New Museum em Nova York apostam no vidro laminado

Nova York é um paraíso para os amantes do vidro. Uma visita à metrópole permite observar diversas obras icônicas com nosso material: o cubo envidraçado da loja da Apple na Quinta Avenida; o One World Trade Center; o monumento The Vessel; o observatório Summit One Vanderbilt… a lista vai longe. Desde março, outro projeto com vidros embeleza a cidade: o New Museum, localizado na região do Bowery, em Manhattan, ganhou um novo prédio, com uma fachada “recortada” que permite observar o interior do museu.

Um novo conceito
Fundado em 1977, o New Museum tem um foco diferente do da maioria dos outros museus do mundo: ali são expostas somente obras de arte feitas por artistas vivos. Seu prédio original, criado pelo escritório japonês Sanaa, já era um marco da arquitetura, graças a seu formato que mais lembra caixas empilhadas. Agora, com o projeto de expansão, criado pelo escritório OMA, o espaço inaugura o próximo capítulo de sua história.

O novo edifício, cujo design é assinado pelos renomados arquitetos Shohei Shigematsu e Rem Koolhaas, custou US$ 130 milhões – sendo viabilizado por uma campanha de arrecadação de fundos. Ao todo, são cerca de 5.500 m² de área, praticamente dobrando a área de exposições da instituição. Além disso, o espaço conta com praça de entrada, livraria, restaurante, fórum e sky room (uma espécie de terraço aberto) no 7º andar.

De acordo com o OMA, mais do que ampliar a metragem, o projeto recém-inaugurado surgiu para solucionar as limitações do edifício antigo, especialmente no que diz respeito à circulação, flexibilidade curatorial e relação com a cidade, ampliando as possibilidades do empreendimento.

Vislumbres do interior
Um dos destaques da instalação são suas fachadas. Em algumas aberturas da estrutura, foram aplicados vidros laminados, contendo uma camada de malha metálica – solução que dialoga visualmente com a pele de metal existente no prédio antigo. A escolha gera um visual chamativo: parece que as fachadas foram “recortadas”, de forma a permitir que os passantes do lado de fora tenham relances da parte interna, sendo convidados a entrar e conhecer o local.

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Esse conceito traz uma percepção diferenciada a quem observa o edifício: ao longo do dia, ele parece ser um bloco opaco e monolítico; no entanto, conforme o Sol se põe, a iluminação do interior traz tridimensionalidade a seus contornos.

Ficha técnica
Projeto: expansão do New Museum
Local: Nova York, Estados Unidos
Arquitetura: OMA, Shohei Shigematsu e Rem Koolhaas
Conclusão da obra: março de 2026

Este texto foi publicado originalmente na edição nº 641, de maio de 2026, na revista O Vidroplano

Fotos: Jason Keen

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