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Indústria mantém investimentos apesar de juros altos e importações, diz CNI

Custos de produção, queda das receitas e incertezas econômicas pressionam as empresas, mas busca por eficiência sustenta a compra de máquinas novas
Por Redação Abravidro
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Indústria mantém investimentos apesar de juros altos e importações, diz CNI

O mercado de vidros planos enfrenta um ambiente desafiador em 2026. Segundo os Indicadores Industriais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados em agosto, o faturamento da indústria de transformação cresceu 0,8% em junho, mas encerrou o primeiro semestre 1% abaixo do registrado no mesmo período de 2025. 

Juros elevados, endividamento das famílias e aumento dos custos de produção seguem limitando a atividade. Soma-se a isso a forte entrada de produtos importados, que reduz as margens das indústrias nacionais e dificulta o repasse dos custos aos preços. 

O desempenho da atividade industrial também reflete esse ambiente. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu para 76,8% em junho. No emprego, a alta de 0,2% no mês não foi suficiente para evitar uma retração de 0,6% no primeiro semestre. Já a massa salarial avançou 0,8% no período, mantendo a pressão dos custos trabalhistas sobre as empresas. 

A confiança também permanece baixa. Em agosto, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu para 46,3 pontos, apesar de completar vinte meses abaixo da marca de 50 pontos, que separa confiança de falta de confiança. 

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Investimentos

Apesar das incertezas, a renovação do parque fabril continua no radar das indústrias. Pesquisa da CNI mostra que, em 2025, 74% das empresas investiram na aquisição de máquinas e equipamentos novos, enquanto 18% optaram pela compra de equipamentos usados. Do total investido pelas empresas, 72% dos aportes foram destinados à mecanização, enquanto apenas 5% tiveram como foco a automatização. 

A pesquisa também identificou os principais obstáculos aos novos investimentos. As incertezas econômicas foram apontadas por 61% das empresas, enquanto 47% citaram a queda das receitas. Ainda assim, a necessidade de elevar a eficiência e a produtividade mantém a aquisição de máquinas novas entre as prioridades da indústria. 

Foto: Adobe Stock/ Shinonome Studio

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