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Pequenas indústrias melhoram desempenho, mas seguem pressionadas por juros e carga tributária, diz CNI

Levantamento mostra recuperação no segundo trimestre, apesar de empresários continuarem pessimistas diante de entraves estruturais e dificuldades para investir
Por Redação Abravidro
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As pequenas indústrias brasileiras apresentaram melhora no desempenho no segundo trimestre de 2026, mas continuam enfrentando obstáculos que limitam o crescimento. É o que revela o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O índice de desempenho das empresas de pequeno porte avançou 1,5 ponto em relação ao primeiro trimestre, alcançando 45,2 pontos. O resultado supera a média histórica para o período e representa uma recuperação após o pior desempenho registrado desde a pandemia.

Ainda assim, Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI, destaca que as pequenas indústrias continuam enfrentando maiores dificuldades de financiamento em comparação às empresas de maior porte, o que compromete investimentos e afeta toda a cadeia produtiva: “A indústria é muito encadeada. Muitas pequenas empresas fornecem insumos e matérias-primas para médias e grandes empresas. Assim, na medida em que as indústrias de menor porte encontram dificuldades para honrar seus compromissos ou mesmo investir, isso acaba limitando a capacidade delas de atender a demanda de seus compradores, afetando a própria competitividade da indústria como um todo”.

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Entre os principais desafios apontados pelos empresários da indústria de transformação estão a elevada carga tributária (37,3%), o alto custo ou a falta de matéria-prima (34,6%), taxas de juros elevadas (27,1%), alto custo de trabalhador qualificado (24,6%) e competição desleal (24%). 

O cenário atinge diretamente a confiança dos empresários. Em julho, o índice de confiança das pequenas indústrias marcou 46,2 pontos, permanecendo abaixo da linha dos 50 pontos pelo vigésimo mês consecutivo. Com isso, as expectativas para os próximos meses seguem moderadas, indicando cautela em relação a investimentos, demanda e geração de empregos.

Foto: AdobeStock /Photocreo Bednarek

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