7199 (Topo)

Para Cristal Sete, certificação é garantia de diferencial competitivo no mercado

Homologada pela marca Blindex e completando 27 anos de história em junho, a processadora paranaense destaca a importância do selo Inmetro em sua operação e defende a compulsoriedade da certificação para a segurança dos consumidores
Por Redação Abravidro
Conteúdo patrocinadoreportagens
Seu navegador não suporta a funcionalidade de áudio. Use um navegador mais recente para ouvir esta notícia.
Para Cristal Sete, certificação é garantia de diferencial competitivo no mercado

A história da Cristal Sete começou em 1999, a partir da pequena Vidraçaria Paraná, empresa familiar que assumiu o desafio de construir um forno de têmpera com tecnologia própria na cidade de Apucarana (PR), a 365 km de Curitiba. Em apenas oito meses, o projeto foi concluído e, em 4 de junho daquele ano, nascia oficialmente a Cristal Sete Vidros Temperados. Desde o início, a companhia estabeleceu como meta tornar-se referência nacional em beneficiamento e têmpera de vidros, investindo continuamente na melhoria de seus processos.

Hoje, com 27 anos de atuação, a Cristal Sete comemora o alcance desse objetivo. A empresa está entre as processadoras homologadas para fabricar produtos da marca Blindex, uma das mais reconhecidas do setor.

O compromisso com a qualidade também marcou sua trajetória de forma pioneira. Entendendo que o vidro temperado é um produto de segurança que exige rigoroso controle de qualidade, a Cristal Sete foi a terceira empresa do Brasil a conquistar a certificação do Inmetro para esse produto, nos anos de 2005 e 2006. Para Marcus Aurelius de Andrade Pezotti, diretor da companhia, a conquista representou mais do que uma chancela técnica: foi um passo importante para consolidar uma cultura organizacional baseada em gestão de processos, rastreabilidade e melhoria contínua.

Para alcançar a certificação, a empresa estruturou rotinas de monitoramento e rastreabilidade que passaram a acompanhar toda a produção. O reconhecimento, segundo Pezotti, é resultado de uma mudança cultural que envolveu toda a equipe e consolidou práticas de qualidade mantidas até hoje. “Construir uma cultura é mudança de comportamento. O Inmetro não exige que se tenham equipamentos sofisticados, mas, sim, controle de seus processos. Se o diretor e os gestores da empresa não tiverem claramente essa cultura e entendimento, dificilmente você vai atingir a base da pirâmide”, afirma o diretor.

Além de fortalecer os processos internos da Cristal Sete, a certificação também trouxe ganhos comerciais importantes. A possibilidade de oferecer ao mercado um produto certificado ampliou a confiança de vidraçarias, especificadores e consumidores finais, reforçando a credibilidade da marca. Esse movimento também contribuiu para estimular outras processadoras a investir em qualidade e buscar a certificação, ajudando a elevar o padrão da cadeia como um todo.

Vidraçaria Paraná, berço da história que deu origem à Cristal Sete

Soluções completas

A Cristal Sete investe constantemente em tecnologia para oferecer um portfólio amplo, reunindo segurança, conforto, privacidade e design. Na linha de segurança, a empresa disponibiliza o temperado Blindex, laminados e multilaminados para aplicações em fachadas, sacadas e guarda-corpos. Já na categoria conforto, o destaque fica para produtos de maior valor agregado, como o vidro de proteção solar Habitat, além dos vidros de conforto acústico e do sistema termoacústico Insuglass.

Seu portfólio inclui ainda soluções que visam à privacidade e à decoração, como serigrafados, impressos, extra clear, extragrossos e espelhos. Para banheiros, a empresa oferece o tradicional Box Blindex e a exclusiva Linha Art, desenvolvida pela própria Cristal Sete.

A retomada da certificação

Durante o auge da pandemia, a companhia paranaense precisou realizar uma readequação estratégica de orçamento, o que levou à suspensão temporária das certificações Inmetro e ISO. Contudo, a disciplina e a cultura de qualidade nunca saíram da rotina fabril. “A gente não deixou de manter todos os nossos padrões. Só não estávamos arcando com os custos da certificação”, explica Pezotti.

Continue a leitura após a publicidade
7199 (Meio da Notícia)

Agora, em 2026, a Cristal Sete retomou o processo de certificação e encontra-se na etapa final de avaliação laboratorial para revalidar o selo Inmetro de seus temperados. Segundo o diretor, a manutenção dos controles internos foi determinante para que o processo de revalidação ocorresse de forma rápida. A empresa continuou adotando práticas rigorosas que vão desde o armazenamento adequado das chapas, para evitar a fadiga do material, até o rastreamento completo de cada peça comercializada. E, assim como no processo original de vinte anos atrás, a Cristal Sete contou com a consultoria da Abravidro.

Ferramenta contra a informalidade

Com a autoridade de quem investe pesado em processos, a processadora defende que a chancela do Inmetro não seja apenas uma garantia para o cliente final, mas uma ferramenta importante para organizar o mercado e combater a concorrência desleal. Pezotti alerta para um problema crescente e perigoso no mercado: a instalação de vidros em locais de grande circulação, como bancos e grandes redes de franquias, sem qualquer identificação do fabricante. Segundo ele, a ABNT NBR 14698 – Vidro temperado estabelece como requisito fundamental a marcação permanente da processadora, justamente para garantir a rastreabilidade do produto.

Outro ponto de preocupação envolve a importação de boxes de banheiro da China. O diretor destaca que a questão não está relacionada à origem do produto, mas à falta de transparência em alguns casos. Segundo ele, muitas empresas estão comercializando e instalando boxes de 7 mm como se fossem equivalentes aos modelos tradicionalmente produzidos com 8 mm, sem informar adequadamente ao consumidor. “Olha o tamanho do risco que colocamos no consumidor na ponta, mas também o tamanho do desequilíbrio do mercado comercial”, alerta.

O caminho para a compulsoriedade

Na avaliação de Pezotti, a solução para grande parte desses desafios passa pela adoção da certificação compulsória do Inmetro para o vidro temperado. Ele compara o cenário ao mercado de capacetes para motociclistas, que passou por um processo de profissionalização após a exigência obrigatória da certificação para comercialização. Além disso, defende o retorno da impressão do selo Inmetro diretamente no vidro. Atualmente, a identificação costuma ser feita por meio de etiquetas que frequentemente são removidas durante a limpeza, dificultando a identificação da procedência do produto pelo consumidor.

O movimento em favor da qualidade já vem ganhando força no mercado, especialmente entre as construtoras, as quais cada vez mais exigem materiais certificados em seus empreendimentos. O diretor também destaca o trabalho realizado pelo Comitê Brasileiro de Vidros Planos (ABNT/CB-37), coordenado pela Abravidro, responsável pela constante atualização das normas técnicas do setor. No entanto, ressalta que qualquer avanço rumo à compulsoriedade exigirá preparação de toda a cadeia produtiva.

“O movimento tem de ser dos dois lados. Não basta exigir que o mercado se certifique; os organismos certificadores também precisam ter condições reais de atender toda essa demanda”, frisa Pezotti.

Este conteúdo foi patrocinado pela Cristal Sete e desenvolvido pela equipe de O Vidroplano

Fotos: Divulgação Cristal Sete

Publicidade
Canal Abravidro Whats (Rodapé)