A necessidade de ampliar o uso de soluções construtivas capazes de melhorar a eficiência energética das edificações esteve entre os temas discutidos no Fórum Construindo Cidades Resilientes: Desenvolvimento Imobiliário, Construção e Finanças Sustentáveis, realizado este mês, na sede do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), durante a programação da São Paulo Climate Week 2026.
Promovido por Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Green Building Council (GBC Brasil), Saint-Gobain, Secovi-SP e Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), o encontro reuniu representantes da cadeia da construção para debater como transformar compromissos climáticos em políticas e soluções aplicáveis em escala.
Em relação ao mercado de vidros planos, um dos destaques foi a defesa de soluções construtivas que contribuam para reduzir o consumo de energia dos edifícios. Gustavo Siqueira, vice-presidente de Recursos Humanos e Public Affairs da Saint-Gobain América Latina, citou o vidro e o isolamento térmico como exemplos de tecnologias que podem gerar economia energética. Segundo ele, determinadas soluções podem reduzir de 5% a 7% do consumo de energia das edificações.
Siqueira também ressaltou que a ausência de normas técnicas padronizadas sobre o assunto dificulta a disseminação dessas tecnologias no País. “No Brasil, ainda estamos lutando para ter esse processo, de forma que a gente trate isso não como um luxo, mas como algo necessário para termos cidades resilientes”, afirmou.
Esse também foi um ponto abordado por Luiz Antonio França, presidente da Abrainc, que defendeu, inclusive, a padronização de normas de edificação para empreendimentos como os do Minha Casa, Minha Vida. França acredita que regras mais uniformes poderiam favorecer a industrialização, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade.
Durante o fórum, as entidades também defenderam maior articulação entre setor produtivo, poder público e órgãos reguladores para reduzir entraves à inovação e criar condições para que tecnologias e práticas sustentáveis ganhem escala na construção civil.
O evento contou com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e apoio institucional da Associação Brasileira da Construção Leve e Sustentável (ABCLs), Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro) e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Foto de abertura: Divulgação Secovi-SP











