Um ano não começa sem a já tradicional reportagem de O Vidroplano sobre o que nosso setor pode esperar para o novo ciclo de negócios. Como veremos a seguir, 2025 reservou desempenhos razoáveis, ou mesmo bons, para os principais segmentos consumidores de vidro – o que traz esperança de aquecimento da demanda pelo material em 2026. Após a análise de diversos indicadores econômicos, confira a opinião de empresas vidreiras, incluindo as usinas, em relação às expectativas para o ano.
De olho na economia e na indústria
Segundo o Boletim Focus, estudo divulgado semanalmente pelo Banco Central, o PIB brasileiro de 2025 (cujo resultado ainda não foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE) deve fechar em alta de 2,26%. Para o novo ano, a expectativa também é de crescimento, mas menor: 1,8%.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é mais otimista em relação ao ano passado, projetando alta de 2,5% – para 2026, a estimativa é também de 1,8%. A entidade aponta os juros altos e o enfraquecimento do mercado de trabalho como os principais fatores da desaceleração da economia. “Não há como fugir da realidade: com juros nesse patamar, a economia vai desacelerar ainda mais, prejudicando todos os setores produtivos, em especial a indústria. O impacto recai sobre a população, pois isso se reflete em menos emprego e renda”, analisa o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A indústria nacional tende a perder ritmo em relação a 2025, crescendo 1,1%. No ano passado, o setor de transformação aumentou 0,3% no terceiro trimestre de 2025, após dois trimestres seguidos de queda (1,1% e, depois, 0,4%). Obviamente, a pequena recuperação não reverteu as descidas anteriores – e os dados para o quarto trimestre reforçam a ausência de avanços na produção.
Já a indústria da construção voltou a crescer (1,3%), após desempenho ruim na primeira metade do ano. A alta pode ser explicada pelos contratos do segmento de infraestrutura, os quais contribuíram para um desempenho forte, mesmo diante de um cenário de desaceleração da economia; pelas atualizações do programa Minha Casa, Minha Vida; e pelo avanço das atividades imobiliárias. Mesmo assim, os indicadores mensais revelam a dificuldade desse setor para sustentar o ciclo de negócios – culpa, mais uma vez, dos juros elevados, já que o segmento tem forte dependência do crédito.
A boa notícia é que a indústria fechou 2025 com a confiança crescendo. Após dois meses consecutivos de queda, o Índice de Confiança da Indústria, da Fundação Getulio Vargas (FGV), subiu 3,8 pontos em dezembro, fechando o ano com 92,9 pontos.
A esperar se a sensação continua no novo ano.
Construção civil
A alta prevista para a construção em 2025, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), é de 1,8% – número menor que o de 2024 (4,3%), marcando a perda de ritmo desse segmento. “O ano foi marcado pela desaceleração da atividade econômica, movimento que também alcançou o setor da construção. Observamos um crescimento moderado, abaixo do potencial. Foi um período importante, com avanços institucionais relevantes, como as reformas Tributária e do Imposto de Renda da Pessoa Física. Para 2026, mantenho a expectativa de um cenário mais favorável, tanto para a construção civil como para o País”, comentou o vice-presidente de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, em coletiva de imprensa em dezembro.
Apesar da crise na mão de obra em diversos setores (clique aqui para ver mais na reportagem da seção “Mercado”), a construção manteve saldo levemente positivo de contratações formais: nos doze meses anteriores a outubro, o emprego com carteira assinada no setor aumentou 2,84%. Com isso, naquele mês o setor empregava mais de 3 milhões de trabalhadores (365 mil no Estado de São Paulo).
Materiais de construção
A alta de 1,3% em dezembro não compensou as perdas acumuladas em 2025 para o ramo de materiais – isso é o que afirma a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). Apesar da pequena reação, o ano foi encerrado com retração de 0,5% no acumulado. Na comparação com dezembro de 2024, o faturamento apresentou avanço de 0,7%, resultado puxado pelos materiais básicos, que cresceram 2,4%. Já os materiais de acabamento recuaram 1,8%, refletindo um cenário adverso para o consumo e o investimento.
“Para 2026, trabalhamos com a expectativa de uma melhora gradual, apoiada em políticas de estímulo à construção e, sobretudo, à reforma habitacional, com destaque para o programa Reforma Casa Brasil, que amplia o acesso ao crédito para melhorias em moradias urbanas e tem potencial para impulsionar a atividade e a confiança no setor”, comenta Paulo Engler, presidente-executivo da Abramat.

Mercado imobiliário
Em São Paulo, esse mercado bate recordes: no período de doze meses terminados em outubro, o número de apartamentos lançados na capital paulista chegou a 150.700 – alta de 31% na comparação com o mesmo período de 2024.
De acordo com a consultoria imobiliária Brain, o segmento de luxo foi o que mais cresceu, saindo dos 9% para 14,6% do total de empreendimentos. O ramo de apartamentos econômicos segue dominando os números, representando 60% das construções – imóveis do Minha Casa, Minha Vida saíram de 70.600 em outubro de 2024 para 93.500 em 2025, enquanto as vendas seguiram a mesma toada: 58.500 para 78.100. Empreendimentos de médio padrão perderam espaço, ficando com 21,4% da soma.
Em entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, Carlos Honorato, professor de Economia da FIA Business School, comenta justamente o fato de o mercado imobiliário crescer na base e no topo (baixa e alta renda). “Na classe média, há um problema com o limite de financiamento, que até foi esticado recentemente, mas os preços estão muito altos e há menos lançamentos de apartamentos de dois e três dormitórios, como esse público deseja comprar. O principal problema para a classe média é a taxa de juros.”
Para este ano, a Brain prevê ainda mais crescimento, de 10% a 20%, tanto em lançamentos como em vendas. Na pesquisa Tendências para o Mercado Imobiliário em 2026, a empresa aponta o que esperar do segmento. Entre os destaques, estão:
•Cenário de redução dos juros
Com custos de financiamento menores, a relação entre renda e capacidade de alocação em crédito se torna mais equilibrada, o que destrava uma parcela relevante da demanda reprimida nos últimos dois anos. Esse público, mais sensível a oscilações na política monetária, encontra na perspectiva de juros menos restritivos o motivador para retomar planos de troca, upgrade residencial ou aquisição de imóveis voltados para renda.
•Demanda mais aquecida que a oferta
A economia brasileira deve operar com menor tração nos próximos anos. A projeção de crescimento do PIB indica um ritmo moderado de atividade. Esse desempenho limitado ocorre em um contexto de incertezas que tende a pressionar expectativas e influenciar decisões de consumo e investimento. Incorporadoras e fundos tendem a agir com maior cautela, o que pode desacelerar o volume de novos lançamentos e adiar aportes relevantes no setor imobiliário. Mesmo diante desse panorama, a estrutura atual do mercado demonstra resiliência. A taxa de desocupação segue baixa e a intenção de compra permanece elevada. Essa combinação mantém a demanda em um nível consistentemente superior ao ritmo de expansão da oferta. Como consequência, os preços devem continuar a avançar acima dos principais indicadores de inflação.
•Manutenção da força do MCMV em todas suas faixas
O programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) continua sendo um dos pilares do mercado imobiliário brasileiro, sustentando níveis consistentes de demanda mesmo em cenários macroeconômicos desafiadores. A ampliação das faixas e a revisão dos tetos de financiamento reforçaram sua relevância estrutural, criando condições mais favoráveis para que diferentes perfis de renda possam acessar a casa própria.
•Luxo e superluxo
O segmento de luxo e superluxo passa por uma fase de refinamento conceitual. Ao contrário do modelo tradicional, que associava prestígio a grandes metragens, os novos empreendimentos desse nicho vêm priorizando soluções inteligentes, seleção criteriosa de localização e uma visão arquitetônica mais contemporânea. Essa mudança reflete a evolução do comportamento do comprador de alta renda, que busca não apenas espaço, mas uma experiência completa de moradia. Elementos como privacidade, conforto sensorial, desempenho construtivo e curadoria de materiais tornam-se mais importantes do que a metragem em si.
Fica claro, então, que o vidro pode estar presente nessas tendências, especialmente como solução de valor agregado para oferecer benefícios aos moradores – seja para obras populares ou de alto padrão.
Automotivo
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelou que a cadeia automotiva fechou 2025 com vendas em alta pelo 3º ano consecutivo: a produção teve crescimento de 3,5% (totalizando 2,644 milhões de autoveículos produzidos), enquanto os emplacamentos subiram 2,1% na comparação com 2024.
“O patamar elevado da taxa Selic e a persistência de tensões geopolíticas, que limitaram uma recuperação mais consistente do setor ao longo de 2025, seguem presentes neste início de ano. Esse cenário nos leva a projetar um comportamento de mercado em 2026 bastante semelhante ao observado no segundo semestre do ano passado”, explicou Igor Calvet, presidente da entidade. Neste ano, portanto, devemos ter mais um período de resultados positivos – ainda que o crescimento seja mais discreto.
Pontos-chave para 2026
Em reunião do Departamento da Indústria da Construção e Mineração (Deconcic), da Fiesp, realizada em dezembro, foram debatidos medidas e fatores que podem impulsionar o crescimento da economia este ano, incluindo programas do governo federal. Quase metade do valor empenhado pelo governo (cerca de R$ 90 bilhões) envolve diretamente o setor da construção – o que pode gerar aquecimento em nosso segmento.
•Isenção do Imposto de Renda Pessoa Física: a isenção será para quem ganha até R$ 5 mil, com redução para quem ganha de R$ 5 mil a R$ 7.350. Sobrando renda para as famílias, é maior a chance de o dinheiro retornar à economia;
•Ampliação do Minha Casa, Minha Vida: aumento dos recursos direcionados ao programa. O governo federal anunciou orçamento de R$ 144,5 bilhões para este ano;
•Mudanças no crédito imobiliário: redução do recolhimento compulsório sobre depósitos de poupança, de 20% para 15%. A medida visa a liberar mais recursos para o setor habitacional;
•Reforma Brasil: linha de crédito com juros baixos destinada a reformas de casas. O programa é operado pela Caixa Econômica Federal.
A OPINIÃO DO SETOR VIDREIRO
Confira agora o balanço sobre 2025 e as expectativas para 2026 de empresas de diversos elos da cadeia. Logo em seguida, estão as opiniões das usinas de base.

AL INDÚSTRIA (ramo de ferragens e acessórios)
Max Del Olmo, diretor
“2025 foi um desafio para o mercado não só brasileiro, mas também mundial. Conseguimos atingir os objetivos colocados em relação a volume e novos clientes, consolidamos também, ainda mais, nosso novo produto (o Max System). Então, não posso reclamar de 2025. Foi um período de grande reformulação na parte da indústria, quando investimos ainda mais em tecnologia e maquinários, nos preparando para o futuro. Pensando agora em 2026: acredito que a reta final de 2025 já teve uma melhora geral, por isso a expectativa é muito boa. É um ano em que o governo vai injetar dinheiro, vai ter Copa do Mundo, o pessoal se preparando para eventos, e isso com certeza traz uma energia positiva. Eu sou um eterno otimista.
A maior dificuldade para mim é a concorrência desleal no mercado, a falta de comprometimento da indústria em geral, principalmente com normas e políticas fiscais. Acredito que a grande questão para 2026, e para os próximos anos, seja se adequar ao novo sistema tributário. Os desafios mais internos do que externos, eu acredito nisso. O mundo continua crescendo, as políticas e os governos mudam, mas as pessoas continuam consumindo e o Brasil continua crescendo de alguma forma.”

BAZZE PVC (ramo de esquadrias)
Fábio Luiz de Souza, sócio e diretor-comercial
“2025 foi um ano bom para nós, um tempo de crescimento e consolidação no mercado. Inauguramos nossa nova planta, de 22 mil m², a maior fábrica de esquadrias de PVC da América Latina, no final de 2024 – com isso aumentamos nossa capacidade de produção, possibilitando a abertura de novos mercados.
Acreditamos que 2026 será um ano de crescimento também. Apesar de todas as incertezas, estamos bem-preparados para possíveis turbulências que possam surgir. Afinal, empreender no Brasil é um eterno desafio! Para enfrentar as instabilidades econômicas e políticas e as incertezas tributárias, que afetam o ‘humor’ do mercado, temos três pilares fundamentais que norteiam nossos valores: produto bom, honestidade e trabalho duro. Aliado a isso, um planejamento estratégico avaliando três cenários distintos, com soluções definidas para cada um.”

BOTTERO (ramo de maquinários para processamento)
Gustavo Gonçalves de Carvalho, gerente nacional de Vendas e Pós-Vendas
“2025 foi marcado por uma retenção de investimentos por parte do empresariado, que preferiu aguardar uma melhora do cenário econômico. Logo, o segmento desse mercado, de forma ampla, não apresentou desempenho favorável. No entanto, em nichos voltados a produtos mais específicos, registramos um bom volume de consultas e conseguimos concretizar negócios. Observando os números históricos, tanto da Bottero como do setor vidreiro em geral, percebemos que 2025 foi um ano de forte controle de gastos e de maior planejamento interno.
Falar sobre 2026 exige considerar as rápidas mudanças globais que impactam diretamente o Brasil, especialmente no aspecto comercial com a China. Desde 2009, a Bottero mantém uma fábrica naquele país, inicialmente voltada apenas ao mercado local. Recentemente, fomos autorizados a comercializar os equipamentos produzidos nessa unidade. Isso nos permitirá oferecer produtos genuínos Bottero com custos mais competitivos, fortalecendo nossa cadeia de clientes e garantindo maior acessibilidade às soluções da marca. As dificuldades previstas para este ano estão diretamente ligadas à retração do mercado, que reduz o valor e o volume das vendas de produtos, dificultando investimentos. Ainda assim, para manter a saúde do parque fabril, é indispensável realizar manutenções periódicas e, em alguns casos, substituir equipamentos. É nesse ponto que concentramos nossos esforços: oferecer suporte técnico especializado e disponibilizar máquinas e peças com preços mais acessíveis.”

MANUSA (ramo de portas automáticas)
Flávio Margaritelli, diretor-geral
“Em 2025, a Manusa teve um desempenho bastante positivo no Brasil, com crescimento de, aproximadamente, 30% nas vendas em relação ao ano anterior. O resultado reflete tanto a ampliação da base de clientes como o fortalecimento do portfólio e dos serviços de pós-venda. O segmento de portas automáticas seguiu apresentando boas oportunidades, especialmente em projetos ligados à modernização de edifícios, varejo, saúde e infraestrutura, com demanda crescente por soluções que unam segurança, automação e eficiência energética.
A expectativa para 2026 é de continuidade no crescimento, apoiada em três pilares: inovação, proximidade com o cliente e eficiência operacional. O mercado tende a demandar cada vez mais soluções inteligentes, conectadas e sustentáveis. Tecnologias como automação avançada e Internet of Things devem ganhar ainda mais espaço, totalmente alinhadas à estratégia da Manusa. Este ano nosso foco será expandir presença, fortalecer parcerias estratégicas e oferecer soluções completas, que vão além do produto e entregam experiência e valor ao cliente. Entre os principais desafios estão a instabilidade econômica, com possíveis variações cambiais, inflação e aumento do custo de insumos; a concorrência cada vez mais acirrada, inclusive com produtos de menor valor agregado; e a necessidade constante de atualização tecnológica. Para enfrentar isso, será essencial investir em gestão eficiente de custos e processos, diferenciação por meio de qualidade e serviço, inovação contínua e capacitação das equipes.”

AGC
Isidoro Lopes Júnior, presidente e diretor-geral de Vidros Arquitetônicos para a América do Sul
Marcelo Botrel (gerente-executivo Comercial e de Marketing da Divisão de Vidros Arquitetônicos para a América do Sul)
– Saldo dos negócios em 2025
“É certamente positivo, apesar de iniciarmos o ano com uma perspectiva mais pessimista, com desaceleração da construção civil e uma estabilidade de demanda provocada pela postergação de obras e reformas diante dos juros elevados. Os resultados são decorrentes de muito esforço e trabalho duro em todas as áreas da organização. Aprendemos muito durante o ano e fomos disciplinados em relação à segurança das pessoas, eficiência operacional das plantas industriais, cuidados com o meio ambiente e com as comunidades com as quais nos relacionamos e ainda à gestão de custos. Sem dúvida, um ano desafiador e rico em aprendizados.”
– Dificuldades encontradas no ano passado
“Podemos citar algumas dificuldades em detalhes:
– Custos de energia e matérias-primas: a instabilidade geopolítica internacional manteve os preços do gás natural e da eletricidade em patamares elevados, representando uma pressão contínua sobre as margens de lucro;
– Desaceleração econômica global: as várias crises nas negociações comerciais entre os países e as elevadas taxas de juros em muitas economias para conter a inflação resultaram em contração de crédito e, consequentemente, em desaceleração nos setores da construção civil e automotivo, que são os principais consumidores de vidro plano. Como exemplo, podemos citar a China, cuja desaceleração gerou e continua a gerar excedentes de exportação de vidros e produtos compostos com vidros que foram direcionados, dentre outros, ao mercado brasileiro, com impacto significativo em nossos negócios;
– Escassez de mão de obra qualificada: o complexo quebra-cabeças que envolve educação deficiente, baixa flexibilidade da indústria formal em relação às condições de trabalho, salários pouco atrativos e/ou insuficientes para sustentar a qualidade de vida esperada pelos trabalhadores, a concorrência da economia informal e por aplicativos, as mudanças nas expectativas dos trabalhadores e ainda a crescente digitalização dos serviços criaram um gap de trabalhadores nos mais variados segmentos;
– Carga e complexidade tributária: a complexidade do sistema tributário, mesmo com os avanços da reforma em sua fase de transição inicial, é um desafio que as empresas enfrentaram e continuarão a enfrentar. A elevada carga de impostos onera a produção e reduz a competitividade das empresas brasileiras, tanto no mercado interno como nas exportações;
– Câmbio e juros: a flutuação do dólar impactou diretamente os custos de matérias-primas e insumos importados, como a barrilha. A taxa de juros (Selic) permanece elevada em um patamar que encarece o crédito e desestimula investimentos, além de impactar negativamente o financiamento imobiliário e automotivo;
– Infraestrutura e logística: a dependência do modal rodoviário, sujeito a flutuações nos preços dos combustíveis e a condições precárias das estradas, representa uma desvantagem competitiva significativa e um gargalo crônico que reduz o crescimento do País. As oscilações nos fretes internacionais influenciaram diretamente a competitividade da indústria nacional frente aos produtos importados.”
– Possíveis soluções para esses problemas
“– Inovação em produtos de valor agregado: para combater a pressão sobre as margens, o foco deve gradualmente se deslocar das commodities para produtos de alto valor agregado, como vidros de controle solar, laminados, para isolamento acústico e soluções para veículos elétricos (vidros mais leves e com displays integrados). Esse movimento ajudará a compensar a queda em mercados mais sensíveis a preço;
– Economia circular na prática: aumentar o percentual de caco de vidro reciclado no processo produtivo, tornando-se uma solução com duplo benefício, econômico e ambiental;
– Capacitação e requalificação: empresas líderes investem em programas de treinamento para capacitar sua força de trabalho para a nova realidade digital e sustentável, além de criar parcerias com universidades e centros técnicos para formar a próxima geração de profissionais.”
– Expectativas para 2026
“O ponto de partida para 2026 é um cenário mais equilibrado se comparado com o início de 2025. As expectativas são de otimismo cauteloso, fortemente atreladas ao desempenho da economia e a fatores internos. O principal vetor positivo será o início do processo de queda dos juros ao longo do ano, ainda que gradual, considerado relevante para a retomada das obras e reformas das famílias, assim como ocorreu durante os anos iniciais da pandemia. Será um ano chave também para observar os primeiros impactos reais da Reforma Tributária considerando a transição para o novo sistema de IVA (IBS e CBS). A expectativa é de simplificação a longo prazo, mas o período de adaptação exigirá atenção e pode gerar incertezas. Uma eventual queda mais acentuada da taxa Selic pode reaquecer o mercado imobiliário, com programas de habitação popular, como o Minha Casa, Minha Vida, continuando a ser um importante motor de demanda para vidros planos básicos.”
– Mercados consumidores de vidro em 2026
“– Construção civil: apresenta expectativas mais favoráveis do que outros setores. Um dos pilares do crescimento deve ser a infraestrutura, devido ao impulso eleitoral. É um mercado que deve continuar segmentado – o de alto padrão buscará produtos alinhados às tendências globais, como grandes vãos que ofereçam isolamento térmico e acústico, segurança e estética. A tendência por vidros mais transparentes continuará. Já o segmento econômico, principal volume do mercado, permanecerá extremamente sensível ao preço e às condições de financiamento;
– Automotivo: a transição para veículos elétricos no Brasil é mais lenta. O mercado de vidros para carros a combustão e flex continuará sendo o principal da cadeia. Já o mercado de reposição (peças para carros usados) tem uma importância enorme e é uma fonte de receita resiliente;
– Linha branca e móveis: são muito relevantes no Brasil e seu desempenho está diretamente ligado à confiança e ao poder de compra do consumidor.”
– Recado final ao setor
“Resiliência e criatividade. Navegar no ambiente de negócios do Brasil exige mais do que eficiência operacional, exige muita capacidade de adaptação. Quem investir em soluções locais, entender as nuances regionais do nosso imenso mercado e souber comunicar seu valor em um cenário complexo, construirá as bases para um crescimento sólido e sustentável nos próximos anos.”

CEBRACE
Lucas Malfetano, diretor-executivo
Wiltson Varnier, diretor-executivo
– Saldo dos negócios em 2025
“O ano de 2025 foi desafiador, mas positivo para a companhia. Os mercados em que atuamos sentiram claramente os efeitos das elevadas taxas de juros, mas particularmente na construção civil vimos uma resiliência importante da demanda. Nesse contexto conseguimos um desempenho consistente, com crescimento, evolução em eficiência operacional e avanço em iniciativas estratégicas importantes, especialmente no fortalecimento do relacionamento com nossos clientes. Além disso, o ano também foi marcado pelo fortalecimento da estratégia de produtos de valor agregado e pelo lançamento de novas soluções como o Cebrace Habitat Neutro Cinza Claro, o Cebrace Habitat Laminado Acústico, o Cebrace Mini Canelado e o Cebrace Atmos – primeiro vidro de baixo carbono da América do Sul. Esses lançamentos reforçaram o posicionamento da empresa como protagonista na transformação do setor vidreiro brasileiro.”
– Dificuldades encontradas no ano passado
“Ademais dos efeitos negativos da taxa de juros na demanda dos mercados, vimos com natural preocupação o avanço das importações de vidro em 2025, não somente de produtos float, mas também de produtos processados, que têm impacto direto nas operações de nossos clientes. Nossa crença é que ter mais competição é saudável para os negócios e beneficia os clientes finais, mas é fundamental que a competição seja feita em bases justas e visando ao desenvolvimento do mercado do vidro no Brasil – e não sua destruição.”
– Possíveis soluções para esses problemas
“As soluções passam por uma combinação de atuação setorial e decisões internas. Do ponto de vista institucional, iniciativas como os processos antidumping e o fortalecimento da atuação conjunta com entidades como a Abividro e a Abravidro são fundamentais para assegurar um ambiente de concorrência mais justo e equilibrado. Nessa direção, vimos a aprovação de medidas antidumping no final de 2025 para algumas origens, visando a trazer a competição para condições justas. Além disso, a atuação coordenada do setor será essencial para reforçar a importância do cumprimento das normas e da correta especificação dos vidros nos projetos. Em 2025, a ABNT NBR 7199 passou por uma atualização relevante, o que torna ainda mais necessário um esforço conjunto de comunicação, orientação e educação de toda a cadeia — de projetistas a especificadores e usuários finais — sobre as responsabilidades técnicas envolvidas. Internamente, nossa resposta esteve baseada na excelência operacional, nos ganhos de eficiência e na maior proximidade com o mercado. Avançamos na otimização dos processos produtivos, no controle de custos e na inovação em produtos e serviços, além de intensificar o diálogo e a proximidade com nossos clientes. Seguimos investindo de forma consistente em pessoas, tecnologia e sustentabilidade, com avanços em eficiência energética, uso de combustíveis mais limpos, transformação digital e na ampliação do portfólio de produtos de maior valor agregado.”
– Expectativas para 2026
“As expectativas são positivas e indicam um cenário de crescimento moderado, porém mais sustentado, para o setor vidreiro brasileiro, acompanhado por uma retomada mais consistente da construção civil e por avanços graduais nos segmentos automotivo, comercial e industrial. A Cebrace entende que 2026 tende a ser, novamente, um ano de crescimento no mercado brasileiro. Do ponto de vista setorial, há a expectativa de maior empenho da indústria e das entidades representativas na defesa da competitividade do vidro nacional. Medidas como o avanço das políticas antidumping e o combate a práticas desleais de mercado serão fundamentais para criar um ambiente mais equilibrado, permitindo que as empresas brasileiras concorram em condições justas e sustentáveis. Em relação ao mercado, a tendência é de crescimento da demanda por produtos de maior valor agregado, impulsionada por projetos que priorizam eficiência energética, conforto térmico e acústico e critérios ambientais mais rigorosos. Da parte da Cebrace, começamos 2026 otimistas e com muita energia para continuar participando junto com nossos clientes da evolução do mercado vidreiro no Brasil.
Este ano, um dos principais pontos de atenção para as empresas vidreiras será a gestão eficiente dos custos, mantendo elevados padrões de qualidade, segurança e conformidade técnica. Ao mesmo tempo, será fundamental acelerar a transição para produtos de maior valor agregado, alinhados às crescentes demandas por desempenho, sustentabilidade e estética. A descarbonização, nesse contexto, deixa de ser apenas uma tendência e passa a representar um diferencial competitivo relevante. Capacitação técnica, inovação, transformação digital e eficiência operacional seguirão como pilares estratégicos, assim como o acompanhamento atento das normas técnicas, do ambiente regulatório e do comportamento do mercado. A atuação coordenada do setor também será essencial para fortalecer um ambiente competitivo equilibrado e sustentável. As empresas que conseguirem equilibrar eficiência, responsabilidade e proximidade com o cliente estarão mais bem preparadas para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades de 2026.”
– Mercados consumidores de vidro em 2026
“Os mercados consumidores devem seguir mais criteriosos, priorizando soluções que entreguem desempenho, durabilidade, eficiência energética e conformidade normativa. A construção civil continuará sendo o principal motor de consumo, com destaque para projetos de médio e alto padrão, retrofit e fachadas, cada vez mais orientados por conforto térmico e acústico, além de requisitos de sustentabilidade e certificações ambientais. O setor automotivo tende a manter uma recuperação gradual, acompanhando a modernização da frota e o avanço de novas tecnologias. Já o mercado moveleiro deve permanecer relativamente estável, com maior valorização de design, diferenciação e aplicações especiais. A linha branca, por sua vez, deve registrar crescimento moderado, com foco em eficiência energética e desempenho dos materiais. Nesse cenário, o vidro tende a ser cada vez mais valorizado como um material técnico e estratégico, e não apenas estético, favorecendo empresas que investem em qualidade, inovação, informação e conformidade.”
– Recado final ao setor
“O setor vidreiro brasileiro é forte, resiliente e estratégico para o desenvolvimento do País. Nosso recado é que sigamos unidos, valorizando a aplicação correta do vidro, o cumprimento das normas e o investimento contínuo em qualidade, segurança e inovação. Acreditamos que, com profissionalismo e visão de longo prazo, o setor tem tudo para crescer de forma sustentável e continuar gerando valor para toda a cadeia.”

GUARDIAN
Rafael Rodrigues, diretor-executivo para a América do Sul
– Saldo dos negócios em 2025
“O ano foi marcado por um ambiente mais desafiador do que o inicialmente esperado. Havia, no início do período, uma expectativa de desempenho mais favorável, impulsionada pela continuidade da recuperação observada em 2024. No entanto, ao longo dos meses, ocorreu uma deterioração do cenário macroeconômico e setorial, o que limitou os resultados ao longo do ano. A elevação das taxas de juros no primeiro semestre, e sua manutenção em patamar elevado no restante dos meses, afetou o ritmo dos investimentos e o consumo. Além disso, a entrada de produtos importados manteve-se elevada durante todo o período, intensificando-se mais no final do ano, o que trouxe uma complexidade adicional à relação entre demanda e oferta no mercado interno. A sazonalidade tradicional do segundo semestre foi mais tímida, frustrando a perspectiva de uma retomada mais consistente. Diante do contexto ainda marcado por um elevado grau de incerteza econômica, o saldo de 2025 foi muito próximo ao do ano anterior.
Nesse cenário, foi fundamental avançar com ações para apoiar nossos clientes e parceiros ao longo do ano, com destaque para a evolução das ferramentas digitais da Guardian. Promovemos melhorias e atualizações em plataformas capazes de simular cenários, cruzar dados de desempenho e apoiar decisões com mais rapidez e precisão, conectando o mercado a soluções que ampliam a previsibilidade, contribuem para a redução de custos e aumentam a segurança nas escolhas técnicas. Entre essas iniciativas estão o Seletor de Vidro Digital, para avaliar opções de vidro a partir de critérios técnicos e estéticos; o Visualizador de Vidro, que oferece uma experiência mais imersiva, com renderizações realistas que simulam o comportamento do material em diferentes condições de iluminação e ângulos; e o Localizador de Projetos, que apresenta exemplos reais de edificações que utilizam produtos Guardian, com integração ao Google Street View. Complementando esse ecossistema digital, disponibilizamos o Resource Hub, plataforma que concentra informações técnicas, simuladores de desempenho, treinamentos interativos e materiais de apoio, e também lançamos a Claria, assistente digital baseada em inteligência artificial generativa, que facilita o acesso a informações técnicas sobre a utilização do vidro na arquitetura e na construção.
A empresa manteve o foco na sustentação, no aprimoramento e no crescimento dos produtos lançados nos últimos anos, assegurando desempenho consistente e atendendo as necessidades dos clientes e de seus projetos na região. Esse direcionamento permitiu acompanhar as transformações do mercado e responder às demandas de um ambiente em constante evolução.”
– Dificuldades encontradas no ano passado
“Os principais desafios para os negócios estiveram ligados a um ambiente macroeconômico mais restritivo, marcado por juros elevados e maior incerteza política e econômica. Esse contexto afetou diretamente o mercado da construção civil, especialmente os segmentos de médio e alto padrão, reduzindo o ritmo de novos projetos e aumentando a cautela por parte de investidores e consumidores. Do ponto de vista setorial, a forte presença de vidros importados continuou sendo um fator relevante de pressão. Além do vidro incolor, observou-se um aumento significativo da entrada de produtos com maior nível de processamento, como laminados e temperados, impactando de forma ampla toda a cadeia.”
– Possíveis soluções para esses problemas
“Diante desse contexto desafiador, a Guardian buscou focar na qualidade de seus produtos e soluções e aprimorar ainda mais os processos internos, com o objetivo de elevar o nível de serviço oferecido aos clientes. Houve um esforço concentrado para ganhar eficiência operacional, melhorar a previsibilidade, a qualidade das entregas e o suporte ao longo de toda a cadeia, contribuindo para relações mais próximas e confiáveis com o mercado. Essa estratégia permitiu mitigar parte dos impactos de um ambiente econômico complexo e altamente competitivo, garantindo maior consistência nas operações e apoio aos clientes na condução de seus projetos, mantendo nossa visão de ser o parceiro preferencial de nossos clientes.”
– Expectativas para 2026
“O ano tende a ser marcado por um cenário de cautela. O calendário marcado por eleições, Copa do Mundo e um número maior de feriados reduz a previsibilidade e não configura, a princípio, um ambiente amplamente favorável para o ritmo dos negócios. Soma-se a isso a recente intensificação da entrada de vidro importado, introduzindo uma variável adicional de pressão competitiva para o setor. Por outro lado, do ponto de vista macroeconômico, há sinais que sustentam uma visão mais positiva para o médio prazo. Após um período de juros elevados e maior seletividade da demanda, o mercado imobiliário entra em 2026 com fatores que podem favorecer sua evolução, como a expectativa de redução da taxa Selic, a ampliação das linhas de crédito e o fortalecimento do programa Minha Casa, Minha Vida. Esses elementos tendem a criar uma base mais sólida para a atividade, ainda que o cenário eleitoral exija cautela.”
– Mercados consumidores de vidro em 2026
“A construção civil inicia 2026 com perspectivas mais favoráveis, ainda que cercada por riscos. Há fatores positivos capazes de sustentar uma retomada mais consistente da atividade, especialmente a expectativa de que os lançamentos imobiliários seguirão em ritmo crescente. Outro destaque relevante para 2026 deverá ser o Reforma Casa Brasil, programa que prevê a liberação de até R$ 40 bilhões em crédito facilitado e assistência técnica para reformas e melhorias habitacionais. A construção civil é um dos principais mercados consumidores de vidro plano, e esse movimento tende a estimular a demanda, sobretudo em projetos residenciais e comerciais que exigem soluções mais inovadoras, eficientes e de maior valor agregado, nas quais o vidro desempenha papel estratégico. Outros setores relevantes para o consumo de vidro, como o automotivo, moveleiro e de linha branca, terão os mesmos desafios à frente, como a inflação, elevado custo do crédito e aumento da oferta de similares importados.”
– Recado final ao setor
“Apesar dos desafios que marcaram os últimos anos, o mercado vidreiro segue apresentando um potencial relevante de crescimento. O consumo de vidro per capita no Brasil continua significativamente abaixo do observado em regiões mais desenvolvidas, o que deve ser encarado como uma oportunidade. Para 2026, o principal ponto de atenção é garantir que esse crescimento ocorra de forma sustentável, criando espaço para mais inovação, tecnologia e benefícios concretos para os usuários finais do vidro. Ao mesmo tempo, a tendência observada ao longo de 2025 indica um ambiente cada vez mais competitivo, com a manutenção de pressões sobre preços e margens. Nesse contexto, a diferenciação será determinante para o sucesso das empresas, seja por meio de produtos com maior valor agregado ou pela excelência no nível de serviços, suporte técnico e relacionamento com clientes, fatores que ganham relevância em um mercado mais disputado. A capacidade de adaptação às mudanças econômicas, ao comportamento da demanda e às condições do mercado serão fundamentais para equilibrar desafios e oportunidades, assegurando competitividade, solidez e crescimento consistente no médio e longo prazo.”

VIVIX
Henrique Lisboa, presidente
– Saldo dos negócios em 2025
“2025 começou com um primeiro trimestre positivo, mas ao longo do ano o cenário se tornou significativamente mais desafiador. A demanda do mercado mais baixa que o previsto e a entrada de vidros importados pressionaram a dinâmica competitiva, impactando o desempenho da indústria como um todo. Mesmo diante desse ambiente adverso, nossas iniciativas de eficiência operacional, inovação contínua e proximidade com os clientes foram fundamentais para mitigar parte dos impactos, preservando nossa competitividade e garantindo avanços importantes em frentes estratégicas. Mantivemos nosso compromisso com o fortalecimento da indústria nacional de vidros planos e seguimos evoluindo em projetos estruturantes que preparam a Vivix para o futuro.”
– Dificuldades encontradas no ano passado
“Após um início de ano positivo, a mudança do mercado contou com menor dinamismo na construção civil e maior pressão dos vidros importados. Esse cenário intensificou a competição e exigiu da Vivix ainda mais rigor na gestão e foco em eficiência para reduzir os impactos desse contexto desafiador.”
– Possíveis soluções para esses problemas
“Estamos concentrando esforços em duas frentes principais. A primeira é ampliar a eficiência operacional, garantindo processos mais estáveis, produtivos e competitivos em um ambiente de demanda contida e maior pressão das importações. A segunda é reforçar o nível de serviço e a proximidade com os clientes, assegurando previsibilidade, confiabilidade e respostas mais alinhadas às necessidades do mercado. Esses movimentos fortalecem nossa posição e ajudam a atravessar o cenário atual com mais resiliência.”
– Expectativas para 2026
“Para 2026, esperamos um cenário de crescimento moderado, mas que deve vir acompanhado de importantes desafios. Será um ano influenciado pelo contexto político e eleitoral, o que naturalmente pode trazer impactos ao ambiente macroeconômico e ao ritmo de demanda do setor. Ainda assim, seguimos com uma visão positiva a médio e longo prazos: acreditamos no potencial de desenvolvimento contínuo dos mercados de construção, decoração e das soluções em vidro.
Temos trabalhado ao longo dos últimos anos para fortalecer nossa capacidade de adaptação e nos preparar para diferentes cenários. Essa jornada tem reforçado nossa resiliência e ampliado nossa eficiência operacional. Por isso, entramos neste ano confiantes de que seguiremos preparados para atender nossos clientes com qualidade, foco em nível de serviço e competitividade.”
– Mercados consumidores de vidro em 2026
“Vemos um consumidor cada vez mais atento a conforto, eficiência energética e bem-estar. Tendências como fachadas de melhor desempenho, ambientes mais iluminados e soluções que ampliam a sensação de espaço continuam ganhando força. O vidro segue evoluindo como protagonista na arquitetura e no design, e isso cria excelentes oportunidades para toda a cadeia vidreira.
As empresas precisam manter foco em três aspectos essenciais:
– Competitividade, com gestão eficiente, disciplina operacional e investimentos que reforcem produtividade;
– Digitalização de processos, acelerando automação, integração de sistemas e uso de dados para apoiar decisões mais rápidas e precisas;
– Excelência em serviços e desenvolvimento dos colaboradores, elevando assim a qualidade do atendimento, fortalecendo a proximidade com os clientes e capacitando equipes para responder com agilidade às demandas da cadeia.
Quem estiver atento a esses pilares estará melhor posicionado para capturar oportunidades e acompanhar o movimento de retomada do setor.”
– Recado final ao setor
“O setor vidreiro brasileiro demonstra, há muitos anos, uma forte capacidade de adaptação e evolução. Por isso, deixo uma mensagem de confiança na força de trabalho que cada parte da cadeia desempenha. Quando indústria, processadores, distribuidores, associações e vidraceiros atuam de forma colaborativa e alinhada aos desafios do mercado, todo o setor se fortalece e ganha mais relevância no País. Vamos seguir inovando, ampliando nossa visão e construindo, com responsabilidade e pensamento de longo prazo, um futuro ainda mais promissor para o vidro no Brasil.”
Foto de abertura: NastyaPhoto/stock.adobe.com








