Para a Vivix, 2025 começou com um primeiro trimestre positivo – mas, na sequência, o cenário se tornou mais desafiador, por conta da demanda por vidros mais baixa que o previsto e da entrada de vidros importados, que impactaram o desempenho da indústria como um todo. Em 2026, é esperado crescimento moderado, acompanhado de importantes desafios, como o contexto político e eleitoral, que pode trazer impactos ao ambiente macroeconômico.
A revista O Vidroplano conversou com as quatro usinas vidreiras de base que atuam no Brasil para saber como foram os negócios no ano passado e entender suas expectativas para o ano que começa. Abaixo, confira a conversa com o presidente da Vivix, Henrique Lisboa.
Como você avalia 2025?
“2025 começou com um primeiro trimestre positivo, mas ao longo do ano o cenário se tornou significativamente mais desafiador. A demanda do mercado mais baixa que o previsto e a entrada de vidros importados pressionaram a dinâmica competitiva, impactando o desempenho da indústria como um todo. Mesmo diante desse ambiente adverso, nossas iniciativas de eficiência operacional, inovação contínua e proximidade com os clientes foram fundamentais para mitigar parte dos impactos, preservando nossa competitividade e garantindo avanços importantes em frentes estratégicas. Mantivemos nosso compromisso com o fortalecimento da indústria nacional de vidros planos e seguimos evoluindo em projetos estruturantes que preparam a Vivix para o futuro.”
Fale mais sobre as dificuldades encontradas no ano passado.
“Após um início de ano positivo, a mudança do mercado contou com menor dinamismo na construção civil e maior pressão dos vidros importados. Esse cenário intensificou a competição e exigiu da Vivix ainda mais rigor na gestão e foco em eficiência para reduzir os impactos desse contexto desafiador.”
Quais as soluções para esses problemas?
“Estamos concentrando esforços em duas frentes principais. A primeira é ampliar a eficiência operacional, garantindo processos mais estáveis, produtivos e competitivos em um ambiente de demanda contida e maior pressão das importações. A segunda é reforçar o nível de serviço e a proximidade com os clientes, assegurando previsibilidade, confiabilidade e respostas mais alinhadas às necessidades do mercado. Esses movimentos fortalecem nossa posição e ajudam a atravessar o cenário atual com mais resiliência.”
O que você enxerga para 2026?
“Para 2026, esperamos um cenário de crescimento moderado, mas que deve vir acompanhado de importantes desafios. Será um ano influenciado pelo contexto político e eleitoral, o que naturalmente pode trazer impactos ao ambiente macroeconômico e ao ritmo de demanda do setor. Ainda assim, seguimos com uma visão positiva a médio e longo prazos: acreditamos no potencial de desenvolvimento contínuo dos mercados de construção, decoração e das soluções em vidro.
Temos trabalhado ao longo dos últimos anos para fortalecer nossa capacidade de adaptação e nos preparar para diferentes cenários. Essa jornada tem reforçado nossa resiliência e ampliado nossa eficiência operacional. Por isso, entramos neste ano confiantes de que seguiremos preparados para atender nossos clientes com qualidade, foco em nível de serviço e competitividade.”
E quais são as perspectivas para os mercados consumidores de vidro em 2026?
“Vemos um consumidor cada vez mais atento a conforto, eficiência energética e bem-estar. Tendências como fachadas de melhor desempenho, ambientes mais iluminados e soluções que ampliam a sensação de espaço continuam ganhando força. O vidro segue evoluindo como protagonista na arquitetura e no design, e isso cria excelentes oportunidades para toda a cadeia vidreira.
As empresas precisam manter foco em três aspectos essenciais:
– Competitividade, com gestão eficiente, disciplina operacional e investimentos que reforcem produtividade;
– Digitalização de processos, acelerando automação, integração de sistemas e uso de dados para apoiar decisões mais rápidas e precisas;
– Excelência em serviços e desenvolvimento dos colaboradores, elevando assim a qualidade do atendimento, fortalecendo a proximidade com os clientes e capacitando equipes para responder com agilidade às demandas da cadeia.
Quem estiver atento a esses pilares estará melhor posicionado para capturar oportunidades e acompanhar o movimento de retomada do setor.”
Qual o seu recado final ao setor?
“O setor vidreiro brasileiro demonstra, há muitos anos, uma forte capacidade de adaptação e evolução. Por isso, deixo uma mensagem de confiança na força de trabalho que cada parte da cadeia desempenha. Quando indústria, processadores, distribuidores, associações e vidraceiros atuam de forma colaborativa e alinhada aos desafios do mercado, todo o setor se fortalece e ganha mais relevância no País. Vamos seguir inovando, ampliando nossa visão e construindo, com responsabilidade e pensamento de longo prazo, um futuro ainda mais promissor para o vidro no Brasil.”
Confira a reportagem completa da revista O Vidroplano sobre perspectivas das empresas para este ano.








