Ensaios

A bateria de ensaios segue rigorosamente os dados estabelecidos na NBR 14698 e Portaria 327, os quais especificam tamanho, espessura e quantidade de amostras, entre outros detalhes. São os técnicos do laboratório que realizam os cinco testes — dimensional, choque mecânico, choque térmico, fragmentação e impacto de segurança.

Dimensional

Tem como objetivo analisar a planicidade, tamanho (comprimento, largura diagonal e espessura), defeitos de bordas e aspecto visual do vidro. O comprimento e largura são medidos pelo paquímetro.

Já a espessura é tarefa para o micrômetro. Com a ajuda de uma régua metálica, a planicidade é observada. Para isso, o vidro é colocado em posição vertical e tem sua área percorrida pelo instrumento nas bordas e diagonais. No caso do esquadro é utilizado um gabarito (tipo passa/não passa) com os limites mínimos e máximos, devendo a amostra encaixar dentro desses limites.

Por fim, o técnico observa se o vidro tem bolhas, manchas, riscos, arranhões ou partículas de estanho.

Choque mecânico

 

Nesse ensaio, o vidro é colocado em um suporte de madeira e uma esfera de aproximadamente 1 kg de aço maciço é lançada perpendicularmente bem no centro do corpo de prova. A altura de que a esfera é solta depende da espessura do vidro — se for de 10 mm, por exemplo, o impacto será de uma altura de 1,20 m. Independentemente disso, o vidro não pode romper.

Choque térmico

O vidro é colocado em uma estufa a 250ºC e permanece ali por trinta minutos. Em seguida, com um esguicho, o técnico direciona o jato de água, por noventa segundos, para o centro do vidro. A vazão é de 10 a 15 ml por segundo. Mesmo com o choque térmico, o vidro não pode quebrar.

Fragmentação

Com uma ferramenta de ponta diamantada e acionada por mola (uma espécie de prego gigante chamado punção), o técnico dá um golpe no vidro a 13 mm da borda.

Após alguns minutos (de quatro a oito), um gabarito quadrado é posicionado sobre o corpo de prova de forma que a área mais crítica, com os maiores fragmentos, esteja no centro do ponto demarcado. Um vidro com espessuras de 4 a 12 mm precisa ter no mínimo quarenta fragmentos.

Quanto aos de 15 a 19 mm, a exigência é que tenham pelo menos trinta fragmentos. Vidros para a indústria moveleira, por exemplo, devem apresentar no mínimo sessenta fragmentos, não importa a espessura.

Impacto de segurança

Um pêndulo formado por pneus e chumbo com 50 kg (impactor) é lançado contra a chapa de vidro fixada verticalmente num suporte. Sustentado por cabo de aço, o impactor pode ser lançado de três níveis de altura diferentes – 0,20; 0,45; e 1,20 m.

Como algumas empresas conhecem a classificação suportada pelo vidro, o laboratório só realiza esse ensaio aumentando a altura gradativamente quando se deseja descobrir o nível de segurança que o vidro oferece. O pêndulo é solto e atinge o centro do vidro.

Se ele quebrar, os dez maiores fragmentos são recolhidos e pesados num período de três a cinco minutos após o impacto. O peso não pode exceder a massa equivalente a 6.500 mm² do vidro original.

Assista ao vídeo apresentando essa sequência de ensaios:



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